Desastres de aeroplanos
Vários aviões das nossas esquadrilhas acompanharam os Soldados Desconhecidos na sua condução para Leiria, lançando flores. Infelizmente o grande acto havia de ser tragicamente marcado por um terrível desastre, que custou a vida ao sr. Tenente-coronel Castilho Nobre, diretor da aeronáutica militar, cujo aparelho se despenhou pouco depois de haver levantado vôo do improvisado campo de Regueira de Pontes, aonde os aparelhos haviam ido aterrar antes de se dirigirem à Batalha a acompanhar o cortejo. O tenente Ortigão, que acompanhava aquele oficial, ficou gravemente ferido.
Nos próximos campos de Alfeizerão aterraram também duas aeronaves em dias diferentes. Na quarta-feira levantaram vôo, mas uma delas caiu próximo do Nadadouro, ficando o aparelho inutilizado e os seus tripulantes ligeiramente feridos.
(Periódico “O Regionalista – Semanário Republicano”, N.º 41, p. 3, de 18 de abril de 1921)
Nota:
O texto faz referência ao cortejo que, desde Lisboa, conduziu
ao Panteão do Mosteiro da Batalha os corpos de dois Soldados Desconhecidos portugueses
tombados na cruenta Primeira Grande Guerra, um proveniente da Flandres e outro
de Moçambique.
A inumação cerimonial realizou-se na efeméride
da Batalha de La Lys: 9 de abril de 1921.

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